Após a extracção do caldo, obtém-se o
bagaço, constituído de fibra (46%), água (50%) e sólidos dissolvidos
(4%). A quantidade de bagaço obtida varia de 240 a 280 kg por tonelada
de cana, e o açúcar nele contido representa uma das perdas do processo.
O bagaço alimentará as caldeiras, onde é queimado, e a energia liberada
transforma água em vapor. O vapor, com pressão média de 18 - 21 kgf/cm2,
é utilizado no accionamento das turbinas onde ocorrerá a transformação da
energia térmica em energia mecânica.
Estas turbinas são responsáveis pelo accionamento dos picadores,
desfibradores, moendas etc., bem como pelo accionamento dos geradores
para a produção da energia eléctrica necessária nos vários sectores da
indústria.
O vapor liberado por estas turbinas é de baixa pressão (1,3 - 1,7 kgf/cm2)
denominado vapor de escape, que é reaproveitado como a energia básica
necessária no processo de fabricação de açúcar e de álcool.
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